Selênio, os riscos da deficiência à vida



Garantir ao organismo a medida certa de cada um dos nutrientes é essencial para qualidade de vida. A Organização Mundial da Saúde, aliás, registra em todas as suas mídias e publicações que uma dieta variada, baseada em alimentos com nutrientes equilibrados, tem de integrar as políticas de estado de todas as nações, para vencer a fome, reduzir doenças e criar gerações saudáveis em todo o planeta.


Um dos nutrientes essenciais a muitas funções fisiológicas em humanos e animais é o pouco conhecido selênio (Se). Trata-se de um micronutriente de efeito antioxidante por estar envolvido no metabolismo de radicais livres e outras substâncias produzidas pela oxidação lipídica no nível das membranas celulares.


Também desempenha um papel no metabolismo do fígado e contribui para a manutenção dos músculos esqueléticos e cardíacos e dos espermatozoides. Em caso de deficiência do selênio, os primeiros sinais são fraqueza muscular e fadiga contínua. Com o tempo, provova falta de estímulos à glândula tireoide, levando-a a funcionar em níveis bem abaixo do adequado.


Vale ressaltar, contudo, que só necessitamos dele em quantidades pequenas. No organismo, está ligado a diferentes proteínas e, principalmente, armazenado nos músculos. Ele entra na estrutura de várias enzimas antioxidantes: glutationa peroxidases e tioredoxina redutase.


Em atletas que treinam intensivamente, é proposto um suplemento de 10 a 30 μg por dia, proporcional ao gasto energético, levando-se em conta os fenômenos oxidativos causados ​​pelo trabalho muscular.



Alimentos campeões em selênio


O campeão de selênio é a castanha-do-pará, pois uma única porção fornece a dose diária recomendada. Bastam cinco gramas para obter aproximadamente 95 micrograma (mcg) de selênio.


Além disso, a castanha-do-pará contém uma boa quantidade de vitamina E, cuja atividade antioxidante estimula a do selênio.


Outros alimentos ricos em selênio são peixes e frutos do mar, e depois vêm carne, ovos, leguminosas, grãos integrais e nozes. A levedura de cerveja pode suplementar as contribuições. Por exemplo: 50 g de atum enlatado (meia lata) + 1 ovo + 50 g de lentilhas cozidas (duas colheres de sopa) = 100% da dose recomendada para uma pessoa que pesa 60 quilos.


De acordo com o engenheiro agrônomo, Valter Casarin, coordenador científico da iniciativa Nutrientes para Vida (NPV), o teor de selênio dos grãos e vegetais depende diretamente do conteúdo desse micronutrientes nos solos onde são cultivados. Da mesma forma, o conteúdo de alimentos de origem animal varia de acordo com o da alimentação animal. Na ausência ou baixos teores de selênio no solo, somente com o uso de fertilizantes contendo este nutriente poderemos obter alimentos com a presença de selênio, afirma Casarin.


A Nutrientes para a Vida, é uma iniciativa formada por cientistas do campo da agronomia, com a missão melhorar a percepção da população urbana em relação às funções e os benefícios da adubação, dos fertilizantes, para oferecer às culturas todos os nutrientes necessários à alimentação saudável das pessoas. São valores análogos aos da coirmã americana, a Nutrients For Life.


A meta principal da NPV é destacar e informar a população a respeito da relevância dos fertilizantes para o aumento da qualidade e segurança da produção alimentar, colaborando com melhores quantidades de nutrientes nos alimentos e, consequentemente, com uma melhor nutrição e saúde humana.



Causadores de deficiência


A essencialidade do selênio foi descoberta com a doença de Keshan, uma forma de insuficiência cardíaca ligada à deficiência desse micronutriente. Essa cardiomiopatia pode levar à morte na ausência de suplementação de selênio.


Estudos de observação sugerem um efeito protetor do selênio contra o câncer, o que poderia ser explicado por seus efeitos antioxidantes e modulatórios. A síntese de vários estudos mostrou uma redução de 31% no risco de câncer (33% para câncer de bexiga, 22% para câncer de próstata em homens) e 45% para mortes por câncer.


A deficiência de selênio pode ser devido à ingestão insuficiente, podendo resultar em arritmia cardíaca, menor resistência a infecções, fraqueza muscular, anemia, osteoartrite. Associada a uma deficiência de iodo, pode levar ao hipotireoidismo (deficiência nos hormônios tireoidianos).


Em princípio, a deficiência de selênio só ocorre nos seguintes casos:


• em pessoas cujos alimentos principais vêm de áreas com solos pobres em selênio;


• em pessoas com nutrição parenteral não enriquecida com selênio por períodos prolongados;


• em pessoas com doenças intestinais graves, como doença de Crohn ou colite ulcerativa.


Estudo da Universidade de São Paulo, vencedor do prêmio Jovem Cientista do CNPq em 2015, comprova efeitos benéficos do selênio também contra o mal de Alzheimer. De uma maneira geral, os nutricionistas brasileiros recomendam a ingestão de uma única castanha por dia, mas também alertam que quantidades elevadas do mineral podem provocar intoxicação por selênio, ou selenose, causadora de perda de cabelo, fadiga, fraqueza das unhas, lesões na pele e problemas gastrointestinais.


No Brasil é estabelecida uma dose limite de segurança de 400 mcg por dia. Essa dose incluiu todas as ingestões, alimentos, água potável ou suplementos alimentares.


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