APM apresenta piloto do Projeto Idoso Bem Cuidado para o mercado


Nesta terça-feira (22), a Associação Paulista de Medicina recebeu representantes do mercado de Saúde para apresentar o desenvolvimento do Projeto Idoso Bem Cuidado – plataforma digital para o armazenamento de dados clínicos de pacientes da terceira idade -, criado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar em parceria com a APM.

Antonio Carlos Endrigo, diretor de Tecnologia da Informação da Associação, destacou que a ideia é ter uma plataforma que beneficie todos os envolvidos da rede suplementar, com foco especial na assistência de qualidade ao paciente, com resolubilidade e eficácia. “O Idoso Bem Cuidado não atende às operadoras nem a nenhum grupo especificamente, mas à comunidade de Saúde. Os pacientes mudam de operadoras ou voltam ao SUS, por isso é bom que as suas informações estejam em local neutro e acessível. É melhor, inclusive, para os planos de saúde, que já saberão de todo o histórico do paciente, podendo otimizar o tratamento”, avaliou.

Paulo Salomão, CEO da Data Opera - empresa responsável pelo grupo tecnológico que está desenvolvendo a aplicação -, foi responsável por esclarecer algumas dúvidas, pontuando as três principais premissas da iniciativa: “Primeiro, a interoperabilidade. Assim, garantimos que as operadoras possam compartilhar os dados tranquilamente mesmo com softwares diferentes. Segundo, a segurança – questão primordial para que ninguém e nenhum dado seja exposto. Por fim, a necessidade de autorização do paciente para que os médicos vejam os seus históricos, o que é essencial inclusive eticamente. Sem isso, não há acesso”.

Representantes das empresas Tempest (responsável pela primeira camada de segurança), Soluti (que faz a anonimização dos dados), DXC (que fica com a entrada dos dados) e Universidade de São Paulo (que pensa a questão da pesquisa) falaram sobre suas atribuições no projeto, a fim de responder alguns questionamentos sobre o funcionamento operacional do Idoso Bem Cuidado.

Também foi destacada a divisão dos bancos de dados, um com informações clínicas e outro com dados demográficos. Dessa maneira, os médicos e parceiros comerciais poderão fazer pesquisas estatísticas com toda a massa de informações, sempre preservando a identidade dos pacientes. O cruzamento da identificação pessoal de cada um com o histórico epidemiológico só se dá em etapa posterior à autorização do paciente.

Após algumas considerações, os convidados puderam ver uma simulação de como funcionará o sistema em sua interface on-line, passo a passo.

O projeto

O Idoso Bem Cuidado nasceu dentro da ANS, baseado na Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, do Ministério da Saúde. Desde abril do ano passado, quando a diretora de

Desenvolvimento Setorial da Agência, Martha de Oliveira, esteve na APM, as entidades estreitaram relações para dar andamento ao projeto.

Pelo fato do órgão regulador não poder manter dados dos pacientes, a Associação foi convidada a participar, já que representa os médicos, que são os maiores responsáveis pela inserção das informações, e por ter grande credibilidade com a sociedade em seus 87 anos de existência.

Coube à APM, então, a responsabilidade de definir o parceiro que iria desenvolver o portal e o aplicativo com as informações mínimas de saúde do idoso. Nos itens dos termos de compromisso e obrigações da entidade estão o desenvolvimento e a implementação das medidas de controle e segurança da informação, de modo a garantir a inviolabilidade dos dados dos pacientes.

Após este lançamento comercial, o futuro do Idoso Bem Cuidado é ser apresentado – em janeiro de 2018 – em seu projeto piloto aos clientes. Nesta mesma época, serão definidos também os requisitos do DataAnalytics (função interna de análise mencionada acima), que em março do próximo ano será lançado oficialmente ao mercado.

Em um segundo momento, os envolvidos no projeto esperam que o sistema de compartilhamento de dados se estenda aos pacientes de Pediatria, Oncologia e Ginecologia.


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