Cremesp e Sociedades de Pediatria e Ginecologia realizam campanha para conscientizar futuras mães so


Evento será realizado no dia 12 de maio, sexta-feira, no Conjunto Nacional e contará com a presença de médicos que irão orientar as mulheres sobre a gravidade da doença

Em homenagem ao Dia das Mães, o Conjunto Nacional recebe na próxima sexta-feira (12/5) uma blitz de conscientização sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), doença grave e que não tem cura, decorrente da ingestão de álcool durante a gravidez. Das 11h às 15h, médicos do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (São Paulo) vão esclarecer os riscos do consumo de álcool na gravidez, que podem provocar sequelas irreversíveis aos bebês.

O evento oferecerá orientações às mulheres, gestantes e população em geral sobre a doença. Serão distribuídos panfletos educativos com informações relevantes para prevenção à SAF. Durante todo o período, as mães que passarem pelo Conjunto Nacional, serão presenteadas com flores em comemoração ao Dia das Mães, comemorado no domingo (14/5).

#GravidezSemÁlcool – Quem ama não bebe

A campanha #GravidezSemÁlcool alerta os brasileiros, em especial as gestantes e mulheres que desejem engravidar, sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e os efeitos do álcool no feto e no recém-nascido. A meta é conscientizar a população sobre os malefícios da exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica em qualquer momento da gestação. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê.

Trata-se de uma iniciativa da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), apoiada historicamente pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), contando também com a parceria da Sogesp, Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Paulista de Medicina, Academia de Medicina de São Paulo e Associação Brasileira das Mulheres Médicas.

Artistas do cinema e da televisão e personalidades diversas também têm se alinhado a essa importante causa de saúde pública, como Patrícia Abravanel, Glória Vanique, Barbara Borges, Deborah Secco, Fernanda Machado, a campeã mundial de vôlei Fofão, os elencos do Corinthians, Palmeiras e Santos, as atrizes Paloma Bernardi, Natália Rodrigues e Alinne Moraes entre outros.

Proposta de Lei Estadual

O Cremesp e a SPSP, juntamente com o Ministério Público de São Paulo, preparam um projeto de Lei para apresentar à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que prevê que bares, restaurantes, mercados, entre outros estabelecimentos, divulguem sobre os riscos da SAF, afixando cartazes sobre o tema. A proposta nasceu de um encontro entre o presidente do Cremesp, Mauro Aranha, o presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Cláudio Barsanti, e os promotores de Justiça Jairo Edward de Luca e Carlos Eduardo Brechani para discutir ações conjuntas de prevenção e combate à Síndrome Alcóolica Fetal. “É um compromisso nosso com a população, com as gestantes e com as nossas crianças”, afirma Claudio Barsanti, presidente da SPSP. “Levamos essa bandeira adiante, pois pretendemos sensibilizar o poder público a tomar ações efetivas de esclarecimento e conscientização da sociedade. Falamos de um mal 100% passível de prevenção. Então, todos devem fazer sua parte”.

O presidente do Cremesp, Mauro Aranha, destaca que devido ao não estabelecimento de quantidade segura de álcool durante a gravidez, vários colegiados de especialistas do mundo recomendam que gestantes, e mesmo as mulheres que planejam a gravidez, não consumam bebidas alcoólicas. “Dessa forma, muito pode ser feito se as instituições desenvolverem uma proposta conjunta sobre ações de enfrentamento da doença”, ponderou.

Sobre a SAF e os efeitos do álcool no feto e no recém-nascido

A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) é uma doença grave decorrente da ingestão de álcool durante a gestação. A SAF não tem cura e pode causar danos irreversíveis à saúde da criança, sendo considerada uma importante causa de retardo mental não hereditário.

Entre os principais danos que a doença pode causar à saúde da criança estão alterações na face, malformações em órgãos como o coração, sistema musculoesquelético e articular, vértebras e rins, dificuldades na aprendizagem, problemas de motricidade, fala e memória, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, desordens auditivas, dificuldades no relacionamento com outras pessoas, problemas de saúde mental na fase adulta.

A doença contabiliza, no mundo, de 1 a 3 casos por 1.000 nascidos vivos. No Brasil, não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a SAF. Entretanto, existem números preocupantes, de universos específicos, que indicam que a questão ainda é desconhecida e negligenciada. Um estudo realizado no Hospital Cachoeirinha, com quase 2 mil futuras mamães, apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz. Não há cura para a SAF. Para atenuar os sintomas da doença, crianças diagnosticadas com SAF necessitam de atendimentos médico, psicológico e terapêutico, que se prolongarão por toda a vida. Não há níveis seguros de ingestão de álcool durante a gravidez. Portanto, a gestante deve optar por tolerância zero em relação à bebida alcoólica

Primeiro passo

Graças à campanha e ao empenho de todos os parceiros, em 7 de novembro de 2016, foi sancionada na cidade de São Paulo lei do vereador Gilberto Natalini criando uma campanha permanente de esclarecimento sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Publicada no Diário Oficial, a normativa possibilitará ao Município e à Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo desenvolver iniciativas visando conscientizar a população a respeito dos riscos, às crianças, do consumo de álcool durante a gravidez.


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