DEMÊNCIAS

April 12, 2019

 

Congresso Paulista de Neurologia tem sessão dedicada às novas tecnologias

 

Com uso cada vez mais recorrente na Medicina, elas são capazes de baratear os custos de diagnóstico e tratamento

           

Entre os temas mais recorrentes e atuais pautados no campo da Neurologia, destaca-se um: as demências. Configurada como a perda progressiva das capacidades cognitivas, entre elas memória, atenção e aprendizagem, representa, na prática, um conjunto de sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida da pessoa, levando à perda da independência na realização das atividades diárias.

           

O debate sobre o assunto se faz tão necessário com o envelhecimento das sociedades que o XII Congresso Paulista de Neurologia, realizado entre 29 de maio a 1° de junho pela Associação Paulista de Neurologia (APAN), separou um módulo exclusivo para abordar questões que envolvem a problemática. Dividida em quatro tópicos – Reavaliando o Tratamento, Comprometimento Cognitivo Leve, Marcadores Biológicos e Novas Tecnologias e Demências – a sessão acontece no quarto dia de evento, sediado pelo Sofitel Jequitimar, localizado no Guarujá.

 

Para dr. Paulo Henrique Bertolucci, chefe do setor de Neurologia do Comportamento e professor titular da disciplina de Neurologia da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, quando se fala em demências, o Brasil se encontra bastante atrasado: “Estamos falando de patologias de longa duração, é necessário que encaremos esse dilema. Caso contrário, iremos vivenciar a falência do sistema público de saúde”.

 

Tecnologia e pet eletrônico

           

Sendo um dos mais importantes e tradicionais eventos da especialidade, o Congresso Paulista de Neurologia tem o intuito de lapidar a excelência dos participantes e debater sobre as diversas doenças do âmbito neurológico, desde as mais comuns até as mais raras. Além disso, o simpósio é nacionalmente reconhecido por sempre trazer em suas edições avanços científico e evoluções técnicas. E 2019 não seria diferente.

 

Responsável por coordenar o módulo sobre demências, Bertolucci diz que as grandes novidades deste ano ficam por conta da telemedicina: “O uso da inteligência artificial e de equipamentos tecnológicos na Medicina é cada vez mais crescente por dois motivos: diagnóstico e terapia. O potencial desses novos aparatos é gigante. Um dos seus muitos pontos positivos é que eles podem trazer novas máquinas, em larga escala, que trabalham no tratamento e cuidado do paciente, barateando o custo”.

 

Diversos trabalhos desenvolvidos por pesquisadores de todo o mundo serão expostos durante a realização do Congresso Paulista de Neurologia, entre eles a última versão do pet eletrônico que está gerando grandes expectativas. Todo o alvoroço rondando o “animalzinho”, que não se parece em nada com um cachorro ou gato, é o fato dele já ser apto a reconhecer faces, prever os comportamentos de seu “dono” e alertar sobre o horário dos remédios além de servir de distração à pessoa com demência.

           

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