Sociedade de Pediatria de São Paulo apoia lei que institui Agosto Dourado

May 30, 2017

 

SPSP já abraça a causa e incentiva o aleitamento materno em suas campanhas permanentes
 
O Congresso Nacional sancionou recentemente a lei nº 13.435, de 12 de abril de 2017, instituindo agosto como o mês do aleitamento materno. A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), desde a sua fundação, realiza campanhas e ações de incentivo à amamentação, além de apoiar a doação de leite materno e divulgar o trabalho dos bancos de leite materno, A SPSP apoia e divulga a nova legislação que divulga um tema de imensa importância para toda a sociedade.
 
O Agosto Dourado, como passa a ser chamado o mês do aleitamento materno, é uma oportunidade de reforçar o ato de amamentar e seus benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. “A lei fala da divulgação e da importância do tema. A amamentação traz inúmeros benefícios, não só naquele momento, mas continuamente, até a vida adulta como, por exemplo, diminuindo os riscos de diversas doenças. Faz toda a diferença promover a divulgação desse método de oferta à nutrição do bebê, que sem dúvida, é o melhor para a criança e para a nutriz”, salienta dr. Claudio Barsanti, presidente da SPSP.
 
Barsanti enfatiza que é fundamental transmitir essas informações para a sociedade em geral, que por vezes acredita que o suplemento nutricional pode ser mais proveitoso. “O melhor leite para a criança é o materno, exceto quando há algum motivo clínico que impossibilite o aleitamento. A lei expõe este aspecto e a SPSP tem uma preocupação muito grande para que não existam dúvidas a esse respeito”, acrescenta.

 
Sobre o aleitamento
 
O leite materno possui uma formulação rica, com aproximadamente 250 ingredientes diferentes. Desde o nascimento do bebê, o alimento se adapta plenamente às suas necessidades, com mudanças em sua composição no decorrer da mamada, oferecendo ao lactente o que há de melhor em seu conteúdo, em cada fase da infância. O ideal é que o desmame seja natural e sem traumas à criança. 
 
Entidades como a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, Academia Americana de Pediatria e a própria SPSP recomendam o aleitamento materno exclusivo e em livre demanda até o sexto mês. Em todo o mundo, apenas 38% das crianças são amamentadas exclusivamente conforme as recomendações. Até 2025, existe uma meta global para que, pelo menos, 50% dos lactentes recebam o aleitamento materno. Para atingir o objetivo, é necessário alinhar esforços que englobam equidade de gênero, direitos trabalhistas, nutrição e saúde, meio ambiente e desenvolvimento econômico.

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