Taxas de gravidez na adolescência continuam altas no Brasil

Problema persiste entre a população jovem e a recomendação são soluções preventivas



No mundo ocidental, a gravidez na adolescência e todos os inconvenientes que a acompanham apresentam números preocupantes. Enquanto na Europa, o fenômeno é menos comum pelo grau de desenvolvimento sócio econômico e maior número de idosos no continente, as Américas seguem apresentando cifras irredutíveis e, na maior parte dos países crescentes, demandando políticas objetivas para solução da questão. Nos Estados Unidos e especialmente no Brasil o assunto é pauta entre os especialistas há décadas.

Visando contribuir para a prevenção do fenômeno, o Congresso Online SOGESP 2020 promoverá Debate Informal (DBI) sobre o tema em 7 de outubro, às 20h. Coordenado por João Luiz de Carvalho Pinto e Silva, professor colaborador do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-UNICAMP), o DBI contará ainda com mais quatro estudiosos pesquisadores e atuantes na área.

"Diferentemente das nações europeias, o Brasil tem uma população muito jovem, com dificuldades do ponto de vista sócio econômico e culturais associadas, que dificultam a adoção de medidas adequadas para sua prevenção ", explica João Luiz. "A condição de sua prevenção passa obrigatoriamente pela maior qualidade da educação, de melhores condições de vida e mais oportunidades de trabalho", completa. Pensando especialmente na parcela da população mais pobre e menos assistida, o debate se propõe discutir meios para contornar a situação e evitar a gravidez indesejada e inoportuna entre nossos jovens.

Os palestrantes convidados serão Adalberto Kiochi Aguemi, assessor da área técnica Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Maria Ignez Saito, membro do Departamento de Pediatria Legal da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde; e Fernanda de Castro Surita, professora da UNICAMP e membro da Diretoria da Regional SOGESP Campinas.

"Em muitos casos, o problema não é grave do ponto de vista médico e/ou biológico. Mas, as consequências sociais, psicológicas e emocionais afetam não apenas a adolescente como também os familiares e a sociedade em que estão inseridas", destaca o especialista. Ele ainda chama a atenção para o alto número de casos em algumas cidades brasileiras, como na região de São Paulo e outros municípios do estado. "A prevenção é a única saída para resolver esse problema", afirma.

Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP)

Data: 7 de outubro de 2020

Horário: 20h

Mais informações: https://www.sogesp.com.br/cursos-e-eventos/sogesp-online/congresso-sogesp-online/

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