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Pediatras vão às ruas alertar futuras mães e demais mulheres sobre riscos do consumo de álcool




9 de setembro, sexta-feira próxima, é o Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal, a SAF. No terminal EMTU do Metrô Jabaquara, haverá mutirão de especialistas para orientação médica, distribuição de materiais informativos, além de bonecos e banners com apontamento de órgãos mais afetados pela doença. Todas as gestantes atendidas serão presenteadas com rosas, bombons e água para brindar à boa saúde delas e de seus bebês


Contexto


9 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal, a SAF, doença que, ainda na gestação, condena nossas futuras gerações a malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais. No Brasil, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e um grupo de entidades médicas e da saúde (lista ao término do release) promoverão importante etapa da campanha #gravidezsemalcool, já abraçada por celebridades como Patrícia Abravanel, Alinne Moraes, Mariana Ferrão, Deborah Secco, Carla Diaz, Filipe Bragança, Fernanda Machado, Filipe Cavalcante, Paloma Bernardi, Murilo Becker, entre outras.


Na data, das 7h às 13h, haverá um mutirão médico, no terminal EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbano)/Metrô Jabaquara, com pediatras esclarecendo gestantes, familiares e sociedade em geral a respeito dos distúrbios que o consumo de álcool durante a gravidez pode causar aos bebês. Serão distribuídos material informativo, bonecos que servirão para apontar os órgãos mais afetados pela SAF.


Todas as gestantes que passarem pelo local serão presenteadas com rosas, bombons e água para brindar à saúde.


Novos padrinhos e madrinhas da campanha


No mesmo 9 de setembro, serão anunciados os novos padrinhos e madrinhas famosos da campanha. Eles se juntarão aos demais como porta-vozes para dar eco à luta da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e de entidades médicas alcoólicas para conscientizar as futuras mães sobre o risco da ingestão de bebidas durante a gravidez.


O que diz a Ciência


Evidências médicas atestam que não existe nível seguro de consumo de álcool na gestação e que a bebida pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. A SAF provoca manifestações como malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais.



Bebês com essa síndrome têm alterações fortes e bastantes características: além de microcefalia (cabeça e crânio pequenos), algumas dismorfias faciais típicas do transtorno são olhos pequenos, lábio superior fino, facies plana, fissuras palpebrais curtas. Em regra, podem apresentar baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino, comprometimento do sistema nervoso central com distúrbios de aprendizagem, de memória e da atenção, dificuldades socioemocionais e comportamentais.


Hoje, a Síndrome Alcoólica Fetal é a principal causa de retardo mental no mundo ocidental. Pesquisas científicas produzidas na Europa e nos Estados Unidos mostram 1 caso de SAF para cada 1000 nascidos vivos. No Brasil, não há dados consolidados sobre a afecção, apenas poucos números de universos específicos. Exemplo é estudo do Hospital Cachoeirinha, com 2 mil futuras mamães, apontando que 33% bebiam na gestação. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.


Vale pontuar, complementarmente, que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura.

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