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Médicos de família e comunidade debatem perspectivas pós-COP do Egito para a saúde planetária



Hoje, 7 de dezembro, a partir das 20h, a SBMFC realizará live dedicada especialmente para aprofundar o tema “Saúde Planetária - Perspectivas pós-COP do Egito”. A transmissão ocorrerá em tempo real, pela plataforma Youtube (https://www.youtube.com/@SBMFCoficial), como parte da programação especial da Semana da Médica e Médico de Família e Comunidade, edição de 2022.

A live terá a participação de Livi Gerbase, formada em relações internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestranda em economia política internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos.

Ela trará um testemunho abrangente, inclusive dos bastidores sobre polêmicas envolvendo questões climáticas e dos acordos de redução de gases do efeito estufa, já que participou ativamente da participou da COP 27, no Egito. Fará um panorama de como os países se colocaram e discorrerá a respeito de perspectivas e a projeção das medidas efetivas.

A moderação do debate ficará por conta de Rafaela Brugalli Zandavalli, membro do Grupo de Trabalho em Saúde Planetária da SBMFC, e Fabiano Guimarães, diretor SBMFC.

Rafaela destaca a relevância da discussão, uma vez que saúde planetária estuda como as alterações no meio ambiente afetam a saúde humana.

“Pôr fim à era dos combustíveis fósseis, o mais rápido possível, é o imperativo de saúde pública mais importante do mundo. As mudanças climáticas e o aumento de riscos têm origem em combustíveis fósseis - carvão, petróleo e gás”.

Em sua intervenção da live da Semana da Médica e Médico de Família e Comunidade, ela discorrerá sobre o Grupo de Trabalho de Environment da Sociedade Mundial de Medicina de Família e Comunidade WONCA, que planeja emitir recomendação para que o setor de saúde encaminhe ações de responsabilidade, assim como as que existem em relação ao tabagismo.

Isadora Vianna Fernandes, médica de família e comunidade, também do Grupo de Trabalho de Saúde Planetária, destaca o mérito da SBMFC ao reunir os médicos e médicas de família e comunidade:


“Nossa Sociedade atua a partir do cuidado das pessoas por meio de uma abordagem individual, familiar e comunitária. Sendo assim, envolvendo toda a natureza, pois dela fazemos parte e o planeta é a nossa comunidade maior. É essencial que a SBMFC eleve as evidências científicas abordadas pela Saúde Planetária, como as mudanças climáticas e seus prejuízos a saúde humana e de todos os seres, atentando a urgência das médicas e médicos de família e comunidade agirem na mitigação, adaptação e regeneração da saúde do nosso planeta”.

Ainda que o cenário não seja favorável, existem sugestões de mudanças que indicam esperança nos próximos quatro anos. Elas estarão em pauta na live:

“Passamos por anos de desafios em vários contextos do país, incluindo a perda do protagonismo na agenda climática. Vimos a redução da fiscalização ambiental e defesa à nossa biodiversidade, ecossistemas e povos originários. Com a mudança na presidência, acreditamos na retomada da responsabilidade ambiental. Aliás, isso foi evidenciado na própria participação do presidente eleito na COP 27 e no compromisso dele de que o Brasil reassumirá papel de protagonista na política internacional, priorizando o debate climático mundial”.

Por fim, Isadora alerta para alguns dados dos danos à saúde derivados dos impactos ao planeta: as doenças causadas pela poluição já somam mais de 9 milhões de mortes prematuras; estima-se que em 2015 cerca de 52 mil pessoas morreram no Brasil devido à exposição à poluição do ar ambiente. Sendo que no mundo 90% das cidades respiram ar poluído e tóxico para o sistema cardiovascular e respiratório; existem estudos relacionando doenças como Covid-19 com transtornos à saúde planetária, devido ao mecanismo de spillover, e o agravamento das infecções respiratórias em regiões de maior índice de poluição do ar e vulnerabilidades ambientais.


Atualmente, e cada vez mais, encontramos PM2,5 partículas finas constituintes da poluição atmosférica, na placenta de gestantes; a inalação de poluentes está relacionada ao aumento da incidência de condições clínicas, entre elas lesões de pele, hipertensão, aterosclerose, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio (IAM), câncer de pulmão, diabetes, demência, baixo peso ao nascer, infertilidade, doenças respiratórias em crianças, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), rinite, infecções em vias aéreas superiores e doenças em vias aéreas inferiores.

Data: 07/12/2022

Hora: A partir de 20h

Local: Canal Oficial da Sociedade no YouTube - https://www.youtube.com/@SBMFCoficial

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