Doenças neurológicas e vacinas contra Covid



Pessoas com doenças crônicas neurológicas fazem parte do público-alvo da vacinação contra o Covid-19, desde 20 de maio. A inclusão consta de atualização do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), documento elaborado pelo Ministério da Saúde para orientar a população e os gestores locais sobre o andamento da campanha.


Com isso, portadores de doenças cerebrovascular (acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico, ataque isquêmico transitório e demência vascular), doenças neurológicas crônicas que impactem na função respiratória, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular, e indivíduos com deficiência neurológica grave, paralisia cerebral, esclerose múltipla, ou condições similares, já podem se vacinar contra o Covid-19 em todo País.


O presidente da Academia Brasileira de Neurologia, Carlos Rieder, compreende que os ajustes são positivos tanto aos pacientes quanto a seus médicos. A despeito de certas definições de grupos aptos à imunização permitir ampla interpretação e inclusão, tem-se a garantia de cobertura para portadores dos principais fatores de risco para o Covid.

Caso o paciente tenha dúvida, uma indicação é a de que converse com seu neurologista, para se certificar se o seu caso se encaixa entre os pontuados na versão mais atual do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação.


“A princípio, só exemplificando alguns beneficiados, temos aqueles que sofreram acidente vascular cerebral, tanto isquêmico quanto hemorrágico, os que tiveram episódios isquêmicos transitórios, pois prevê fatores de complicação para ter novos episódios, além de todas as demências vasculares, já que há risco de realizar aspirações e outros procedimentos do gênero”, pontua Carlos Rieder. “Vale igualmente para doença de Alzheimer e Parkinson, para as doenças miopáticas, esclerose lateral amiotrófica e tantas outras. Enfim, é adequado e indispensável conversar com o especialista; inclusive porque o paciente precisará apresentar uma receita, um atestado, quando for pleitear a vacinação”.


Quando aos neurologistas, a orientação é manter sempre a ética e a responsabilidade em primeiro lugar, como já o fazem no dia a dia da assistência. Há relatos de que a demanda por atestados tem aumentado demais, segundo o presidente da ABN. Assim, é imperioso que o médico se resguarde de pressões, que assegure sua autonomia e responsabilidade.

“Não damos atestado para uma pessoa tomar vacina. Os atestados são sobre a condição de saúde dela. É nisso que os agentes sanitários vão se pautar, quando da liberação de vacinação”.


Conheça o Plano Nacional de Vacinação em bit.ly/3fR7S5d

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