Aprovação da matriz de competências dos programas de residência médica em Homeopatia no Brasil

A Comissão Nacional de Residência Médica aprovou a matriz de competências médicas em Homeopatia no Brasil, em 2 de setembro de 2021. Ela será aplicável aos programas de residência da especialidade que se iniciarem a partir de 2022. Seu inteiro teor passou a vigorar semana passada, em 1º de outubro.


Nela consta listado as competências que o residente deve ter ao final do primeiro e segundo ano, assim como de toda sua formação específica para a Homeopatia.


Dr. Luiz Darcy, presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB), diz estar satisfeito com a validação normativa. Ele ainda pontua tratar-se é relevante avanço para a especialidade.


Processo interativo

No Brasil há quatro residências médicas em Homeopatia, que agora seguirão a matriz de competências. A primeira a funcionar oficialmente foi a Universidade Federal do Rio de Janeiro - UNIRIO – Hospital Universitário Gaffreé e Guinle – HUGG, em 2004. Em seguida, vieram a de Betim, MG – Hospital Público Regional Prefeito Osvaldo Rezende Franco – HPRB; a Universidade Federal de Campo Grande – UFMS; e o Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde – ICEPI, da Secretaria Estadual de Saúde ES.


“Essa matriz de competências é fruto de construção com ampla consulta e envolvimento das residências médicas de Homeopatia de todo o Brasil. Nossa Associação coordenou o processo que chegou a excelente termo. Isso graças ao empenho dos serviços, sob a coordenação dos drs. Francisco José de Freitas, Mônica Beier, Marco Aurélio Vinhosa Bastos Junior e Norma Persio, além da participação da Comissão de Educação da AMHB, representada pela dra. Rosana Mara Ceribelli Nechar”.


Francisco José de Freitas, coordenador da RM em Homeopatia do Hospital Gaffreé e Guinle no Rio de Janeiro, reflete sobre a sólida base da matriz. Alega que a despeito de a dinâmica não ter sido 100% perfeita, pois gostaria seria interessante ter mais tempo, para aprofundamento, o resultado é um ganho muito importante para a Homeopatia, para a saúde e os pacientes.

Mesmo organizada com celeridade, ela ainda tem o mérito de estar moldada às características locais, pois cada residência é diferente. Só a título de exemplo: a do Rio é de ênfase hospitalar; a de Betim, Minas Gerais, por ser hospital público, é voltada ao SUS.


Testemunhos

“Parabenizo o presidente Luiz Darcy e a AMHB, pois tiveram papel extremamente competente. Aliás, a AMHB foi preponderante na confecção, execução e na viabilização do projeto, sempre em nível de excelência. Daí, hoje, o processo estar consolidado no Comissão Nacional de Residência Médica” completa Francisco Freitas.


“Além do grande aprendizado dessa criação em conjunto, o sentimento forte é de recompensa, por participar ativamente da transformação para um patamar ainda melhor da Homeopatia no Brasil” acrescenta Norma Persio.


“Juntei-me ao grupo que elaborou a matriz a convite do Professor Joaquim Longo, da UFMS. As reuniões foram bastante ricas e produtivas. Para mim, que exerço há pouco tempo, desde janeiro de 2021, a supervisão do Programa de Residência Médica (PRM) em Homeopatia da UFMS, foi um privilégio aprender e trocar experiências com colegas mais experientes, como o professor Francisco de Freitas, da UniRio, e a dra. Mônica Beier, da Homeopatia de Betim/MG, entre outros. Durante todo o processo de elaboração e aprovação junto à Comissão Nacional de Residência Médica, o presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira, Luiz Darcy Siqueira, foi extremamente dedicado. A aprovação constitui um passo essencial para consolidar a especialidade médica, para que ela possa progredir continuamente nos campos da assistência de qualidade à população, da pesquisa e do ensino” diz Marco Aurélio Vinhosa Bastos Jr.


“A participação na elaboração da matriz, junto a colegas coordenadores de outras residências e a AMHB, foi gratificante. É uma responsabilidade enorme atuar da construção de um documento visando a promover o desenvolvimento de atributos profissionais que possibilitem o exercício da especialidade com excelência. Tivemos como premissa unificar e oferecer direcionamento para que os residentes estejam aptos integralmente em qualquer região do país. Isso é fundamental para o primor da formação médica por meio da residência. Parabenizo a todos que colaboraram direta e indiretamente com esta produção” finaliza Mônica Beier.


“Sentimos durante a apresentação e aprovação das matrizes que uma nova fase se deslumbra na nossa especialidade, sendo a inserção e ocupação da Homeopatia na graduação universitária, caminho sem volta. Esta é a principal bandeira da Comissão de Educação da AMHB: ocupação nos espaços acadêmicos da Homeopatia e na formação do médico em todos os níveis, sendo um direito dos estudantes de Medicina conhecer a especialidade. Participamos de um momento histórico para a Homeopatia brasileira. Um estímulo para continuarmos com nosso trabalho” conclui Rosana Nechar.


Para visualizar o documento oficial da matriz acesse: https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/resolucao-residencia-medica/Resolucao45HomeopatianoBrasil.pdf

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