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ABN realiza webinar no Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

Em 11 de abril, das 19h às 20h30, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) receberá importantes nomes da especialidade em um webinar sobre a Doença de Parkinson. A data, definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1998 para destacar anualmente a enfermidade e apresentar possibilidades de tratamento, marca o nascimento do médico inglês James Parkinson. Foi pioneiro ao pesquisar a “paralisia agitante”, como era conhecida a doença no século XIX.


Aberto também ao público leigo, o webinar contará com moderação de Carlos Rieder, presidente da ABN, e participações de Hélio Teive, Tamine Capato e Francisco Cardoso. Além de um breve histórico do Parkinson, serão apresentadas informações práticas tratamento de reabilitação e discussões sobre perspectivas de cura. Ao término das exposições dos convidados, haverá uma rodada de perguntas com interface da audiência.


O webinar é organizado pelo Departamento Científico de Transtornos do Movimento da ABN. Débora Palma Maia, coordenadora do DC, enfatiza que o objetivo do Dia Mundial de Conscientização é divulgar a doença, para que as pessoas reconheçam os sintomas e saibam qual profissional procurar.


“Além disso, queremos combater o preconceito. O Parkinson ainda é estigmatizado, muita gente pensa que é um diagnóstico fatal. Não é. Existem tratamentos tanto medicamentosos quanto não medicamentosos; dá para viver bem por muitos anos”, complementa.


Ela esclarece ainda que a principal característica é a lentidão dos movimentos, seja para falar, para andar ou para fazer outras atividades, embora muitas pessoas a associem ao tremor.


“Existe Doença Parkinson sem tremor, mas não há sem lentidão, sem bradicinesia.”


Cerca de 1% da população acima dos 65 anos, segundo estimativas da OMS, conviverá com algum grau de enfermidades ligadas à Doença de Parkinson – mas o número pode chegar a 3% até 2030, dado o aumento da expectativa de vida da população.


A despeito de quase sempre se manifestarem em pessoas idosas, os casos abaixo dos 60 anos vêm aumentando. De acordo com a OMS, é possível que 10% a 15% dos pacientes diagnosticados tenham menos de 50; cerca de 2%, podem estar abaixo dos 40.


“Não vislumbramos uma cura próxima, um remédio ou um procedimento que acabe com a doença de vez,” pondera a dra. Débora, “contudo, temos inúmeras pesquisas sendo desenvolvidas. Estamos mais próximos de um tratamento modificador para a Doença de Parkinson, ou seja, de um tratamento que impeça de progredir”.


Sobre o evento

Data: 11 de abril

Plataforma: Zoom

Horário: Das 19h às 20h30



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