Prevenção do HPV e a batalha contra o câncer de colo de útero

Atualizado: Out 29

Reunião da APM ressalta que a infecção pode resultar em tumor, se não prevenida e tratada corretamente


A infecção pelo Papilomavírus, o HPV, é bastante comum em todo o mundo, causando lesões tanto em homens como nas mulheres. Mesmo assintomático, o HPV pode provocar desde pequenas verrugas (condilomas) até tumores graves.


Segundo a prof. Suely Karaguelian Alperovitch, presidente do Comitê de Citopatologia da Associação Paulista de Medicina (APM), trata-se de infecção sexualmente transmissível (IST) persistente, caracterizada por alto risco à saúde. A possibilidade de levar ao câncer de colo de útero é preocupante em 100% dos casos, além de câncer de vagina (70%), da vulva (50%), do pênis, ânus e cabeça e pescoço. As pacientes grávidas podem dar à luz recém-nascidos com verrugas anogenitais e papilomatose respiratória recorrente.


Frente a esse cenário, a APM promove em 29 de outubro, entre 19h e 21h, mais uma de suas Reuniões Científicas de Citopatologia, desta vez voltada especificamente para a atualização em HPV.


“Daremos ênfase à prevenção, incluindo vacinas e exames como citologia oncótica – ou seja, o Papanicolau e o Sistema Bethesda 2014 -, colposcopia com biópsia dirigida, hibridização in situ e carcinogênese”, explica dra. Suely, também coordenadora do evento.


As discussões terão a participação especial do prof. David Alperovitch, coordenador científico do Comitê de Citopatologia da APM. São palestrantes convidados a dra. Helena Muller, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCM Santa Casa); dr. Roberto Falzani, médico patologista da Divisão de Anatomia Patológica do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP); dra. Elizabeth Leão, médica do Hospital Beneficência Portuguesa; e dra. Therezinha Motta Figueira, 2° Secretária do Comitê Científico de Citopatologia da APM.


“No Brasil, a vacinação é gratuita no Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. É fundamental que ensinemos as pessoas como prevenir-se e a participar do serviço de rastreamento da população”, pontua Suely.


Hoje, o câncer de colo de útero ocupa o 3° lugar entre os tumores com maior incidência e é o 4° que mais mata.


“Em nosso país, é um problema de saúde pública e nós, médicos, precisamos estar sempre atualizados para enfrentá-lo com resolubilidade”, finaliza a especialista.

Associação Paulista de Medicina (APM)

Data: 29 de outubro

Horário: 19h às 21h

Inscreva-se e saiba mais em: https://bit.ly/2HwltA1

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