Comunicado ao Governo do Brasil e aos cidadãos em defesa do aleitamento materno


A FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) vem a público expressar indignação quanto à atitude do atual Governo dos Estados Unidos de tentar tirar da pauta de recente reunião da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, Suíça, recomendação sobre a relevância do incentivo às políticas de aleitamento materno.

É público, lamentavelmente, que houve inclusive intimidação a outras nações, como ameaças de corte de verbas e de retirada de apoio militar.

A Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno (CNE) da FEBRASGO compreende que a conduta dos representantes norte-americanos significa uma irresponsabilidade em termos de saúde pública e da proteção social da humanidade. Certamente coloca em risco a vida de milhares de crianças ao redor do mundo.

Estimativas recentes sugerem que a amamentação, se fosse ampliada para níveis universais, poderia prevenir cerca de 12% das mortes de crianças menores de cinco anos de idade a cada ano, ou cerca de 820 mil mortes em países de média e baixa renda.

Todos os estudos científicos publicados sobre o tema comprovam que o leite materno é o único alimento completo para o recém-nascido durante os seis primeiros meses e suplementado com outros alimentos, até os dois anos ou mais.

A amamentação protege a criança, evitando doenças físicas e mentais, diminuindo a mortalidade infantil e a subnutrição.

A FEBRASGO, por meio da CNE de Aleitamento Materno registra completo desapontamento com tal posição. É inaceitável que interesses econômicos suplantem a defesa da saúde, ignorando e insuflando o descumprimento de recomendações da OMS.

A República Federativa do Brasil tem obrigação de se posicionar contra quaisquer ações deste gênero, pontuando incisivamente seu apoio às políticas de promoção ao aleitamento materno no País e em todo o planeta, como segurança à saúde das futuras gerações.


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