Novas escolas médicas em 39 cidades: “Absurdo”, diz presidente da Associação Paulista de Medicina


Presidente da APM se posiciona contra a abertura de novas escolas médicas, medida anunciada nesta terça pelo MEC

O Ministério da Educação (MEC) anuncia nesta terça-feira, 27 de setembro, as instituições de ensino habilitadas a implantar novos cursos de Medicina em 39 cidades. Para Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), essa medida é um absurdo. “Não há necessidade de mais escolas médicas, principalmente no estado de São Paulo, onde foram liberados cursos em 14 cidades, sendo quatro delas na região metropolitana da capital”, argumenta.

Em sua avaliação, além disso, não há hospitais preparados e especializados para o ensino que acompanhem estas escolas. “Estamos trilhando um caminho muito perigoso: o de formar maus médicos. Em breve, haverá uma legião de profissionais sem preparo, o que irá derrubar muito a qualidade de atendimento da população. Retornar, depois, será muito mais difícil”, avalia.

As reivindicações em favor da abertura de novos cursos de formação de médicos no País foram lideradas pela FNP (Frente Nacional de Prefeitos), cuja direção se reuniu com o ministro da Educação, Mendonça Filho, em agosto. Na ocasião, foi firmado compromisso para a publicação dos resultados dos editais de seleção das entidades que ficarão responsáveis pelas novas faculdades. O processo ficou travado depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o edital em agosto de 2015, acolhendo representação da União Nacional de Educação e Cultura.

A seleção só foi retomada em julho deste ano, após pressão de políticos e de prefeituras e depois que a FNP ingressou como parte no processo e apresentou as argumentações em favor da criação dos novos cursos. À época, o TCU mudou sua posição e liberou um edital do MEC que permitia a criação de novos cursos de Medicina pelo País dentro do programa Mais Médicos. A paralisação da abertura de novas vagas para médicos foi feita pelo órgão alegando supostas irregularidades na sua criação.

A partir da liberação, em julho, coube ao MEC selecionar as melhores propostas de faculdades particulares interessadas na disputa. Agora, com a publicação do resultado do certame, a expectativa é que os termos de compromisso com as instituições vencedoras sejam assinados em outubro. Serão 2.290 vagas abertas nas 39 unidades.

Abaixo, a lista de cidades que receberão novos cursos: Bahia: Alagoinhas, Eunápolis, Guanambi, Itabuna, Jacobina e Juazeiro Espírito Santo: Cachoeiro de Itapemirim Minas Gerais: Contagem, Passos, Poços de Caldas e Sete Lagoas Pará: Tucuruí Paraná: Campo Mourão, Guarupuava, Pato Branco e Umuarama Pernambuco: Jaboatão dos Guararapes Rio de Janeiro: Angra dos Reis e Três Rios Rio Grande do Sul: Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo e São Leopoldo Rondônia: Vilhena Santa Catarina: Jaraguá do Sul São Paulo: Araçatuba, Araras, Bauru, Cubatão, Guarujá, Guarulhos, Jaú, Limeira, Mauá, Osasco, Piracicaba, Rio Claro, São Bernardo do Campo e São José dos Campos

*Com informações do Jornal Folha de S. Paulo


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