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Médicos lançam diretrizes clínicas do tratamento de hemorróidas

Além de comprovar a eficácia de cada um dos procedimentos realizados no País, especialistas puderam determinar qual a técnica cirúrgica mais eficaz


Especialistas da Sociedade Brasileira de Coloproctologia já finalizaram os dois projetos sobre a doença hemorroidária que serão incluídos na 4ª edição do Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB). Com o objetivo de orientar clínicos, cirurgiões gerais, especialistas e gestores de saúde de todo o País, diversos estudos clínicos sobre o tema foram avaliados para comprovar a eficácia dos procedimentos realizados atualmente para diagnóstico e tratamento da doença.

A idéia é determinar as condutas mais indicadas para cada caso, baseadas em evidências científicas. A partir do diagnóstico, e alicerçados pelas diretrizes, os médicos poderão optar quanto ao tratamento mais indicado, se clínico ou cirúrgico e, neste caso, qual a técnica a ser utilizada, fundamentados em informações atuais e confiáveis.

Segundo o dr. Sergio Araújo, titular da Sociedade e assistente doutor do Serviço de Cirurgia de Cólon e Reto do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a importância deste trabalho está especialmente nos altos índices de incidência da doença. “Aproximadamente 5% da população vai sofrer, em algum momento da vida, de algum sintoma de doença hemorroidária”.

A conclusão dessas diretrizes é de que as diferentes opções de tratamento para doença hemorroidária realizadas em consultório, como a ligadura elástica ou a fototerapia, são similares e não há nenhuma que seja a mais eficaz. Segundo o dr. Sergio Araújo, tanto com relação à durabilidade, como os relatos dos pacientes sobre a dor pós-operatória, atestam resultados similares.

No entanto, consideradas também as demais técnicas cirúrgicas, uma delas se destacou. Dr. Sergio Araújo informa que, com relação à eficácia, a hemorroidectomia, independentemente da técnica, ainda é a forma mais definitiva e duradoura. “Mesmo a técnica por grampeamento, que é bem menos dolorosa, porém mais indicada nos casos menos avançados, se mostrou bastante eficaz”.

Uma surpresa revelada no projeto está relacionada ao uso do laser na cirurgia para tratamento das hemorróidas. “O laser para este fim não traz qualquer vantagem ao paciente quando comparado à cirurgia convencional tanto em eficácia quanto na recuperação pós-operatória”.


HEMORRÓIDAS – Diagnóstico e tratamento conservador

As hemorróidas, ao lado da constipação intestinal, são as queixas mais freqüentes nos consultórios de médicos coloproctologistas. “Embora possa acontecer em todas as faixas etárias, é mais comum a partir dos 40 anos de idade, atingindo homens e mulheres em igual proporção”, afirma o especialista.

A doença hemorroidária, popularmente conhecida por hemorróidas, tem cura e seu tratamento, especialmente na fase inicial, é simples. A doença surge a partir da congestão e dilatação dos vasos existentes no canal anal, secundárias a alterações degenerativas de origem ainda desconhecida. As principais causas são a constipação intestinal - com conseqüente esforço para a eliminação de fezes secas e endurecidas -, predisposição familiar, esforços físicos exagerados, obesidade e gravidez.

“Na gravidez, os vasos estão mais engurgitados e é mais comum a constipação intestinal”, explica o dr Sergio.

Os dois principais sintomas das hemorróidas são sangra­mento e prolapso retal durante a evacuação. Também pode acontecer desconforto, prurido e dor neste momento.

Um grande inimigo das hemorróidas é o preconceito e a desinformação. Dr. Sérgio Araújo relata que, além do exame proctológico, o medo do tratamento das hemorróidas, entendido como bastante doloroso, afasta os pacientes dos consultórios. “Mas é exatamente este paciente, que sem tratamento, corre o risco de ter seu quadro agravado, com sangramentos às evacuações e desconforto cada vez mais freqüentes na região anal, podendo chegar a tromboses hemorroidárias e à necessidade de uma cirurgia de urgência”.

Por outro lado, se o diagnóstico é feito logo no início, o tratamento poderá ser apenas clínico, com correção do hábito intestinal, por meio de orientação para uma dieta alimentar rica em fibras e água e incentivo à prática de atividade física. Outro risco que o paciente corre ao permanecer com os sintomas sem buscar tratamento, é que os mesmos sintomas das hemorróidas podem vir de doença mais grave, como o câncer de reto e do canal anal.


PROJETO DIRETRIZES

A Associação Médica Brasileira (AMB) trabalha atualmente na 4ª edição do Projeto Diretrizes. Neste novo volume, 40 novas diretrizes serão acrescidas às 120 já lançadas e atualizadas em parceria com as sociedades de especialidades médicas. Este conjunto de diretrizes permite que médicos, tanto da rede pública quanto privada, possam tomar conhecimento e redirecionar sua conduta de acordo com os procedimentos e diagnósticos cientificamente mais eficazes.

O projeto é realizado de forma absolutamente isenta, sem qualquer patrocínio ou participação de laboratórios ou da indústria de equipamentos. As diretrizes já lançadas são atualizadas constantemente e estão disponíveis no endereço eletrônico www.projetodiretrizes.org.br.


 
      
 
 
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